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M100

O CHINÊS QUE CHEGA COMO O CARRO MAIS BARATO DO BRASIL.
disponível
R$30.000
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Descrição detalhada de um produto
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O posto de carro mais barato do mercado tem novo titular. O chinês Effa M100 tomou o lugar do Uno Mille, que durante anos reinou sozinho na posição. O M100 chega às lojas por 22 980 reais, em uma única versão que já vem com ar-condicionado, vidros e travas elétricos e CD player, como itens de série, enquanto o destronado Mille três portas básico custa 26 540 reais.
Além do preço, o M100 tem dois anos de garantia, enquanto o Mille tem apenas um. E o preço de seu seguro é baixo. Segundo a corretora Nova Feabri (novafeabri.com.br), o M100 paga 964 reais de seguro, enquanto o Mille paga 2 520 reais. Isso porque o M100 ainda não tem histórico de sinistros e o Mille tornou-se um carro visado pelos ladrões.

Na traseira, o vidro tem brake-light, mas faltam limpador, lavdor e desembaçador

Os pontos fracos do chinês são a rede de concessionárias, com apenas seis revendas, todas na Grande São Paulo, contra 522 revendas da Fiat espalhadas pelo país, e o preço das peças e da mão-de-obra.
Perguntamos aos fabricantes quanto custaria uma cesta básica de peças com kit de embreagem, retrovisor externo, farol dianteiro, pastilhas de freio (par) e amortecedores (par) e a Fiat nos apresentou uma conta de 985 reais, contra 1 324 reais da Effa. O custo da hora de serviços da Fiat também é menor: 70 reais contra 85 da Effa, que no início da operação no país terá apenas uma revenda com oficina.
À primeira vista, o M100 é um carro simpático. Parece um carrinho de desenho animado. Seu acabamento é bem cuidado. Por fora, as peças não se encaixam milimetricamente como nos carros japoneses, mas mesmo assim apresentam sempre a mesma distância entre si, o que já é um indicador de qualidade. Internamente, nota-se preocupação dos projetistas com o design da peças e a variação de cores e de materiais. Mas é tudo muito simples e algumas peças mereciam maior atenção, como as maçanetas internas, o cinzeiro no console e a manopla do câmbio, que são ásperos ao toque das mãos.
O espaço interno é confortável para quatro adultos, embora o porta-malas com 320 litros de capacidade seja pequeno. A posição de dirigir é típica de minivan. Mas não é preciso ser alto para ter dificuldade de visualizar os mostradores atrás do volante.
Ao volante, o M100 se mostrou um carro ágil na cidade. Ele é fácil de manobrar por ter entreeixos curto (2,3 metros), apesar de não ter direção assistida nem como opcional.
O motor 1.0, com 47 cv de potência e 7,4 mkgf de torque, vai bem na cidade. Ele chora um pouco nas arrancadas. É necessário pisar um pouco além de meio curso do acelerador para sair. Mas vai bem depois de embalado. O ar-condicionado da unidade avaliada não estava funcionando bem. Parecia sem gás, porque ligava, mas não conseguia resfriar o ar. A maior reclamação em nosso test-drive, no entanto, recaiu sobre o câmbio. A alavanca é dura e precisa ser conduzida. As marchas mais difíceis de engatar foram a primeira e a segunda, sendo que o engate da quinta exige que o motorista descole as costas do banco.
O nível de ruído a bordo é alto. Em condições de teste, o M100 ficou no mesmo patamar do Mille, mas não estamos falando dessas situações específicas de teste e sim das superfícies lunares das ruas paulistas. Nesse piso, surgiam barulhos debaixo do painel, nos bancos e nas frestas das portas. Não eram ruídos de torção. A estrutura da carroceria parece firme. Eram sons de peças mal fixadas. O barulho era tanto que, em dado momento, pensei que houvesse uma caixa de ferramentas sob o assento do passageiro. Parei o carro mas nada encontrei que justificasse aquele ruído, que passei a atribuir à estrutura do banco.

A carroceria alta faz as rodas aro 13 parecerem menores

A suspensão é macia, mas permite que a carroceria flutue ao sabor do piso. E, ao passar por buracos, transmite os impactos para a cabine. Já a direção exige esforço e, a partir de 80 km/h, começa a trepidar, como se as rodas estivessem sem balanceamento.
A caminho da pista de testes, o M100 justificou por que é tratado como veículo urbano. Ele não foi dimensionado para os esforços de um carro na estrada. A suspensão, por exemplo, sente a ultrapassagem de um caminhão ou ônibus que provoque grande deslocamento de ar. E o motor carece de força para as ultrapassagens. Na pista, os números confirmaram isso. Nas provas de aceleração de 0 a 100 km/h, o M100 ficou com o tempo de 23,7 segundos, enquanto o Mille fez 16,7 segundos. Nas retomadas de velocidade, que simulam uma ultrapassagem, o M100 precisou de 25,4 segundos para ir de 60 a 100 km/h, em quarta marcha. O Mille fez em 17,1 segundos.
A fábrica diz que a velocidade máxima do M100 é de 120 km/h, mas ele não passou dos 117 km/h. Por isso não realizamos as retomadas de 80 a 120 km/h nem as frenagens de 120 km/h a 0. Para esse teste, precisaríamos superar os 120 km/h para depois frear. Nas provas de frenagem, o M100 também não se saiu bem. Não houve problemas de desvio de trajetória, mas os espaços percorridos até a parada foram longos. Vindo a 80 km/h, a minivan precisou de 37,6 metros para frear, enquanto o Mille, que não é propriamente uma referência no assunto, parou em 31,2 metros (uma boa marca seria abaixo de 30 metros).
No teste de consumo, podemos dizer que o M100 não decepcionou. Ele fez as médias de 11,5 km/l na cidade e 14 km/l na estrada. Ficou quase empatado com o principal rival, o Mille, com as médias de 11,6 km/l e 17,1 km/l. Sempre com gasolina. Só que o Mille, que é flex, pode rodar com álcool, que, na maior parte do ano e do país, sai mais barato.
Ao fim do teste, ficou a impressão de que a relação custo-benefício do M100 não é tão boa quanto parecia. Os equipamentos que ele traz, como o nome diz, são só acessórios. Há coisas mais importantes que um carro deve ter, como desempenho e segurança.

Informação para encomenda
  • Preço: R$30.000
Categoria do catálogo Negociol.com: Outros veículos e carrinhas comerciais em São Paulo
Criado: 09/06/11 07:16
Alterado: 06/11/17 15:36